PS/Açores considera que FLAD pode ter papel mais ativo na modernização empresarial da Região

PS Açores - Há 2 horas

O Grupo Parlamentar do PS/Açores defendeu, esta terça-feira, a necessidade de reforçar a ligação entre a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e as instituições regionais, considerando que esta parceria pode ter um impacto mais direto na modernização empresarial, na captação de investimento e no desenvolvimento económico e social dos Açores.

Na Comissão de Política Geral da Assembleia Legislativa, no âmbito da audição sobre o Projeto de Resolução que recomenda o reforço da presença institucional da FLAD na Região, o Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, Berto Messias, defendeu que “é possível intensificar estas parcerias” para potenciar projetos ligados à ciência, qualificação e apoio ao tecido empresarial açoriano.

Para o socialista, o essencial “não é apenas a existência de uma estrutura física”, mas sobretudo perceber “em que medida o desenvolvimento de projetos entre a FLAD e as instituições regionais pode impactar mais na melhoria e desenvolvimento económico e social da nossa comunidade”.

Berto Messias sublinhou que a relação histórica entre os Açores, Portugal e os Estados Unidos, associada à Base das Lajes, deve traduzir-se em “ações concretas e concretizadas” com benefícios reais para a Região, defendendo uma estratégia comum entre partidos, instituições e parceiros sociais para captar “mais e melhores projetos e iniciativas”.

O líder parlamentar do PS/Açores considerou igualmente importante avaliar o equilíbrio territorial dos impactos dos projetos apoiados pela FLAD, questionando “em que medida os projetos desenvolvidos pela FLAD impactam mais em Portugal Continental e menos nos Açores”, defendendo uma maior incidência regional, sem prejuízo do trabalho desenvolvido no restante território nacional.

Segundo Berto Messias, as contrapartidas da relação bilateral entre Portugal e os Estados Unidos podem também passar pelo financiamento de projetos locais com impacto económico direto, apontando como exemplo a possibilidade de apoio a infraestruturas empresariais ou iniciativas de modernização do tecido económico açoriano.

O parlamentar socialista reforçou, por fim, a importância de colocar estas parcerias “mais ao serviço do tecido empresarial”, defendendo uma abordagem “mais sólida e consolidada”, que vá além da mera procura de financiamento e contribua efetivamente para abrir oportunidades e caminhos de desenvolvimento para as empresas açorianas.

 

Angra do Heroísmo, 13 de maio de 2026